sexta-feira, 13 de maio de 2011

Afinal oque mulheres querem??

A emancipação feminina – embora na minha opinião não estando completamente substantivada, mas isso são outros quinhentos – trouxe-nos, entre outras coisas, uma mudança de atitude por parte das mulheres no jogo da sedução e na iniciativa sexual. Já dizia o Camões: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” e tinha toda a razão. Em geral, somos mais liberais do que as nossas mães e no que diz respeito a sexo, temos mais desenvoltura no jogo da conquista e conseguimos enfrentar de cabeça erguida tabus legados por uma sociedade marcadamente machista. Só que toda esta similitude entre Homens e Mulheres, esta liberdade feminina para tomar a iniciativa, quanto a mim é mais aparente do que outra coisa. Para nós, mulheres, o sexo é a coisa mais natural do mundo e falar de orgasmos, vibradores, fetiches já não se apresenta como um problema, mas quando se trata de nos relacionarmos, de nos envolvermos, de darmos o primeiro passo, aí sim surge um problema, surgem as inseguranças femininas. Temos receio do julgamento do outro, do que ele possa pensar face a uma atitude mais afoita. E mais do que isso, sentimos falta do vigor masculino. Andamos perdidas. Realmente, eu própria, às vezes, não sei para onde me virar, não percebo se os homens gostam de atitude, ou se preferem a rapariga tímida que espera ser conquistada


Afinal o que é que elas querem?


Parece-me que eles andam preguiçosos. É de mim?! Encostaram-se a esta ideia de que a mulher é ousada, tem atitude, e andam a dormir, esperam sempre a iniciativa, a decisão feminina. Aonde andam os galãs?! Nós queremos sedução! Que nos afrontem o ímpeto, que nos encostem à parede e nos deixem sem fôlego. Sim, gostamos de seduzir, ousar, de dominar, de conquistar. Sim gostamos deste novo papel, da leveza de comportamentos, da confiança em nós próprias, da consciência sexual, estamos confortáveis com o prazer, e queremos explorar, levar ao limite, saciar, mas não queremos ser homens, não queremos fazer o vosso papel. Temos fome de impulsos masculinos.

Queremos o charme e a pujança masculina de volta.

Eu Mary, gosto de ser conquistada, cortejada, seduzida, arrebatada, dominada, abduzida. Claro que também tenho os meus dias de conquistadora. Dias cada vez mais frequentes, diga-se de passagem, dias em que vejo os homens como objecto do meu desejo, e se eles andam a dormir, não posso morrer na praia, que esta vida é só uma…e eu vou a luta!!

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